O que você faz da vida?
Pergunte
isso a uma pessoa aleatória e são altas as chances de que ela responda
algo simplista e chato como “eu sou um advogado”, “eu sou médico”, “eu
sou empresário” ou mesmo “eu sou jogador de futebol” (desculpe se era
seu sonho responder algo assim).
Eu me pergunto o que Da Vinci responderia a essa questão. Será que ele enumeraria uma lista de atividades ou escolheria uma para dizer que é a principal enquanto as outras seriam apenas hobbies? É difícil dizer, ele foi notável em quase todas em que mergulhou (não digo todas porque é possível que ele fosse um cozinheiro de frutos do mar frustrado ou um péssimo tocador de oboé, mas nunca vamos saber).
De qualquer forma, se ele tivesse sido obrigado a escolher entre ser pintor ou inventor visando não mais que um salário no fim do mês, talvez hoje não tivéssemos bicicletas ou a sensação do Louvre fossem as múmias (que são bem legais também, com todo respeito).
No prefácio do Parem de Roubar Sonhos, comento que minha mãe me obrigava a ir à escola com argumento de que eu era estudante e é isso que estudantes fazem, enquanto eu acreditava me encaixar muito melhor na categoria de músico ou atleta (você pode baixar o livro de graça aqui).
Por que a gente se limita tanto? Por que a gente se classifica e abre mão de nossa versatilidade e de nossa criatividade para seguir um papel com funções predefinidas?
Fiquei feliz ao ler uma matéria sobre os planos de Hugh Laurie após o fim do House (sim, Hugh Laurie é o ator que interpreta o protagonista). Meu palpite era que ele ia acabar fazendo comédias românticas com a Jennifer Aniston ou uma nova série com um personagem parecido e não tão bom, como o desastre da Julia Louis-Dreyfus, que fez a Elaine do Seinfeld e acabou virando a nada, nada engraçada Old Christine.
Mas o cara me surpreendeu. Na verdade não o que ele vai fazer (que não ficou muito claro), mas o que ele já fez até agora.
Além de “ser” o House, o cara é formado em Antropologia e Arqueologia pela Universidade de Cambridge, gravou um álbum de blues que chegou ao topo dos mais ouvidos do Reino Unido e quase foi atleta olímpico de remo treinando mais de 8 horas por dia.
E você queria ter um filho, escrever um livro e plantar uma árvore?
O cara ainda tem três filhos, escreveu um best seller (e já está escrevendo sua continuação), e por acaso você sabe quem plantou a Amazônia? Eu também não.
Um belo exemplo para quem acha que não tem mais Da Vincis por aí.
Pergunto mais uma vez, o que você faz da vida? E o que você queria fazer?
Considere deixar um comentário. Você pode receber os próximos posts em seu e-mail cadastrando-se abaixo. É grátis, e você ainda ganha um presente.
Eu me pergunto o que Da Vinci responderia a essa questão. Será que ele enumeraria uma lista de atividades ou escolheria uma para dizer que é a principal enquanto as outras seriam apenas hobbies? É difícil dizer, ele foi notável em quase todas em que mergulhou (não digo todas porque é possível que ele fosse um cozinheiro de frutos do mar frustrado ou um péssimo tocador de oboé, mas nunca vamos saber).
De qualquer forma, se ele tivesse sido obrigado a escolher entre ser pintor ou inventor visando não mais que um salário no fim do mês, talvez hoje não tivéssemos bicicletas ou a sensação do Louvre fossem as múmias (que são bem legais também, com todo respeito).
No prefácio do Parem de Roubar Sonhos, comento que minha mãe me obrigava a ir à escola com argumento de que eu era estudante e é isso que estudantes fazem, enquanto eu acreditava me encaixar muito melhor na categoria de músico ou atleta (você pode baixar o livro de graça aqui).
Por que a gente se limita tanto? Por que a gente se classifica e abre mão de nossa versatilidade e de nossa criatividade para seguir um papel com funções predefinidas?
Fiquei feliz ao ler uma matéria sobre os planos de Hugh Laurie após o fim do House (sim, Hugh Laurie é o ator que interpreta o protagonista). Meu palpite era que ele ia acabar fazendo comédias românticas com a Jennifer Aniston ou uma nova série com um personagem parecido e não tão bom, como o desastre da Julia Louis-Dreyfus, que fez a Elaine do Seinfeld e acabou virando a nada, nada engraçada Old Christine.
Mas o cara me surpreendeu. Na verdade não o que ele vai fazer (que não ficou muito claro), mas o que ele já fez até agora.
Além de “ser” o House, o cara é formado em Antropologia e Arqueologia pela Universidade de Cambridge, gravou um álbum de blues que chegou ao topo dos mais ouvidos do Reino Unido e quase foi atleta olímpico de remo treinando mais de 8 horas por dia.
E você queria ter um filho, escrever um livro e plantar uma árvore?
O cara ainda tem três filhos, escreveu um best seller (e já está escrevendo sua continuação), e por acaso você sabe quem plantou a Amazônia? Eu também não.
Um belo exemplo para quem acha que não tem mais Da Vincis por aí.
Pergunto mais uma vez, o que você faz da vida? E o que você queria fazer?
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